Reino:- Plantae
Divisão:- Magnoliophita
Classe:- Liliopsida
Ordem:- Cyperales (Poales)
Família:- Poacea
Tribo:- Andropogonae
Subtribo:- Saccharininae
Genero:- Saccaharum
As principais espécies, segundo a classificação de Jeswiet em 1925, e citada por Fauconnier&Bassereau (1975) são:-

Saccharum officinarum (S. officinarum) n = 80
São as canas conhecidas como "nobres" ou "canas nobres". Foram as canas cultivadas no Brasil até 1925, conhecidas até os dias de hoje como Caiana, Riscada, Sem Pelo e outras. São espécies que apresentam colmos grossos e baixo teor de fibra, altos teores de açúcar porém poucos perfilhos por touceira cujo número costuma cair nas soqueiras. São exigentes em clima e ambiente de produção, e muito sensíveis a doenças, principalmente ao virus do mosaico (SCMV). Apresenta número de cromossomas igual a 80 (n = 80).Saccharum spontaneum (S. spontaneum)
Dentro desta espécie encontram-se as canas de colmos mais finos e fibrosos, com baixos teores de açúcar, porém com perfilhamento vigoroso e abundante e sistema radicular bem desenvolvido. Dão origem a plantas rústicas e menos exigentes que se desenvolvem bem em ambientes de produção variado. Apresentam alta resistência ao virus do mosaico. Por estas características foi muito utilizada nas primeiras hibridações interespecíficas dos programas de melhoramento visando rusticidade e resistência ao mosaico da cana-de-açúcar.
Imagem de S. spontaneum com inflorescências.
Saccharum robustum (S. robustum)
As plantas desta espécie apresentam como característica marcante a altura de seus colmos (algumas chegam a 10 m de altura), mantendo um diâmetro considerado grosso. Também são suscetíveis ao virus do mosaico mas devido ao seu porte foram utilizadas em hibridações visando aumento de produção.
Saccharum barbieri (S. barbieri)
Neste grupo são encontradas plantas de porte baixo ou médio, colmos finos, fibrosos e baixos teores de açúcar. São canas consideradas rúticas, pela pouca exigência em clima e solo, porém suscetíveis ao virus do mosaico. São conhecidas como "canas indianas". A variedade "Chunnee" é uma importante representante desta espécie, e consta na genealogia de muitas variedades plantadas atualmente.
Saccharum sinense (S. sinense)
Esta espécie compreende as canas ou variedades originárias da China ou do Japão, e são caracterizadas por apresentarem porte alto, colmos fibrosos e finos, sistema radicular abundante e forte. A variedade típica desta espécie é a "cana-de-ubá".
Saccharum edule (S. edule)
São plantas originárias da Nova Guiné e ilhas vizinhas. Sua aparência é similar a S. robustum, exceto quanto as suas inflorescências que são mais compactas. São cultivadas nos seus locais de origens como "vegetais", pois suas inflorescências são utilizadas na alimentação humana. Esta espécie, por apresentar flores inférteis (abortadas ou anormais) não são utilizadas em programas de melhoramento com cruzamentos artificiais.
Inflorescência de S. edule aberta manualmente;
As variedades comerciais atualmente plantadas são híbridos obtidos através do cruzamento de diferentes espécies, que foram realizados pelo homem ao longo do tempo visando a obtenção de indivíduos mais resistentes às doenças e pragas, mais produtivos em sacarose e biomassa, e que se adaptem a solos com diferentes níveis de fertilidade. São cientificamente citadas como Saccharum spp. Comercialmente são identificados atraves da sigla do país ou instituição onde foi desenvolvida, seguido por um número de ordem.
* An Integrated System of Classification of Flowering Plants (1981) e The Evolution and Classification of Flowering Plants (1968; segunda edição, 1988).
FAUCONNIER, R. & BASSEREAU, D. La Caña de azucar. Barcelona, Editorial Blume, 1975. 433p.



